Existem certas atitudes na vida das pessoas, provavelmente incluindo também muitos de nós, que são por demais comuns.

Um exemplo: elas depõem contra quem pratica atos tidos como inaceitáveis e, no entanto, fazem igualmente o mesmo em situações semelhantes. E mais: nem ligam se estão e passam a ser contados entre os seres humanos incorrigíveis!

Não é por acaso que o termo corrigir é altamente desagradável, seja para quem tem a missão ou pretensão de consertar a vida alheia, seja para quem é vítima da ocasião. Seguramente feliz e correto é quem em determinados momentos do dia a dia tem ocasião de refletir sobre as inconsequências nas quais incide. E o faz com a boa intenção de tornar-se o ser humano mais de acordo com o projeto divino.

A formação dos cristãos inclui, necessariamente, conforme a exigência evangélica, a correção em busca da vida mais próxima as propostas do Mestre. Quem tem a prática do contato continuado com os ensinamentos dos Evangelhos percebe o quanto lhe cabe mudar atitudes que depõem contra o ideal que lhe é proposto seguir.

Igualmente, quem se aproxima do sacramento da reconciliação, mais comumente chamado de confissão ou penitência, é convidado a essa revisão. Ela faz parte da busca da “vida nova”, modelo proposto a todo discípulo do Messias. Caminho para unir as palavras com os atos não falta, mas é difícil. Nem há quem não saiba disso.  

Fonte: Revista Aparecida – julho 2019