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Não adianta torcer o nariz e dizer que não sente sede: cerca de 60% do nosso organismo é formado por água, sendo que uma boa parte (algo em torno de 2,5 litros) é eliminada por meio de suor, urina, respiração e fezes. Obviamente, isso precisa ser reposto, já que o corpo hidratado previne uma série de problemas. Ou seja, é extremamente importante manter o hábito de tomar água.

De acordo com Renato Zilli, endocrinologista do Hospital Sírio Libanês, a desidratação ocorre quando o corpo usa ou perde mais fluido do que se ingere, ficando sem o suficiente para realizar suas funções normais. A matemática é simples: se a pessoa não repõe os líquidos perdidos, ficará desidratada.
Qualquer um pode ficar desidratado, mas a condição é especialmente perigosa para crianças pequenas e idosos. “Entre os mais velhos, eles naturalmente têm um volume menor de água em seus corpos e podem ter condições ou tomar medicamentos que aumentem o risco de desidratação”, pontua o especialista. Isso significa que mesmo pequenas doenças, como infecções que afetam os pulmões ou a bexiga, podem resultar em desidratação.

José Marcelo Natividade, endocrinologista e metabologista, acrescenta que a hidratação inadequada em pessoas mais velhas também pode gerar um maior risco de quedas, infecções no trato urinário, doenças dentais, distúrbios broncopulmonares, pedras nos rins, câncer, constipação e perda da função cognitiva. “Outro problema causado pela desidratação é a demência senil, porém, com tratamento adequado, é reversível”, observa.

Tomar água: quantidade recomendada para os 60+

Desidratação leve e moderada pode ser revertida, ingerindo-se mais líquidos. Já o estágio mais grave exige tratamento médico imediato. Um detalhe: a sede nem sempre é indicador precoce confiável da necessidade de água do corpo. “Muitas pessoas, particularmente idosos, não sentem sede até já estarem desidratadas”, salienta Zilli.

Os sinais e sintomas da desidratação também podem ser diferentes conforme a idade. Entre os adultos, geralmente são observados:

  • Sede extrema
  • Micção com menor frequência
  • Urina de cor escura
  • Fadiga
  • Tontura
  • Confusão

Como lembra Natividade, acima dos 60 anos, os cuidados em relação à hidratação devem ser redobrados, pois o volume de água no organismo é menor do que em um adulto jovem. “Além disso, o mecanismo que avisa que é hora de beber líquidos não funciona tão bem nessa fase da vida”, alerta.

Segundo ele, a quantidade de líquido necessária dos sexagenários em diante é diferente entre os sexos: os homens precisam de 3,7 litros por dia, enquanto as mulheres devem tomar, no mínimo, 2,7 litros/dia.

Como criar o hábito de tomar água

O endocrinologista e metabologista José Marcelo Natividade ensina algumas maneiras de aumentar o consumo de líquido para quem não tem o hábito de tomar água o dia todo:

  • Águas aromatizadas ou temperadas podem ser mais atrativas. Basta colocar rodelas de limão ou folhas de hortelã, pedaços de abacaxi, gengibre, canela em pau, maçã verde e laranja para deixar o líquido saborizado.
  • Sempre que sair, leve uma garrafinha com água fresca. Quando o líquido acabar, aproveite para encher a garrafa novamente, em algum bebedouro ou filtro que encontrar pelo caminho.
  • No inverno, uma ótima opção é tomar diferentes sabores de chás – de preferência sem adoçar ou com uma quantidade mínima de açúcar.
  • Leite também é uma boa fonte de líquido para o organismo. No inverno, então, bem quentinho, é uma ótima pedida!
  • As frutas possuem entre 80% e 90% de água em sua composição e também são excelentes escolhas para uma boa hidratação.
  • Verduras e legumes, após o cozimento, fornecem cerca de metade da água que precisamos ingerir.
  • Outra opção eficiente é tomar um copo de água antes de todas as refeições: café da manhã, lanches (manhã e tarde), almoço e jantar. Essa estratégia ajuda quem ainda não criou o hábito e garante, pelo menos, cinco copos de água por dia.
  • Para os fãs de refrigerante, há uma alternativa mais saudável: misturar água com gás à fruta preferida (sem açúcar, tá?).
  • A água de coco também é uma poderosa fonte de hidratação. Não bastasse ser saborosa, contém propriedades antienvelhecimento, combate o estresse, mantém a pressão sob controle e ajuda na prevenção do câncer.

Fonte: Instituto Mongeral Aegon 

No próximo sábado (15) é comemorado o Dia Mundial da Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa. A data, instituída em 2006 pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela Rede Internacional de Prevenção à Violência à Pessoa Idosa, tem o objetivo de criar uma consciência mundial, social e política da existência da violência contra a pessoa idosa.

Com a ideia de estender as ações para todo o mês, o Serviço Franciscano de Solidariedade (Sefras), em parceria com a Associação dos Bancários Aposentados de São Paulo, lançou a campanha Junho Violeta, com o tema “Violetas contra a Violência” e lema “Dignidade e Respeito para com a Pessoa Idosa”.

Palestras, debates, documentários e reuniões estão sendo realizadas em todo o país com o objetivo de chamar a atenção das pessoas à necessidade de estar atento a um problema que cresce a cada ano. Mais do que tratar os idosos com dignidade e respeito, é preciso denunciar casos de violência às autoridades competentes, já que amor, culpa e vergonha muitas vezes impedem que os idosos denunciem os responsáveis por abusos, na sua maioria parentes ou pessoas próximas.

De acordo com dados do Ministério dos Direitos Humanos, só nos primeiros cinco meses de 2018, o Disque 100 registrou 3.286 casos de violência contra idosos no Brasil. Em 2017, o total foi de 33.133 casos em todo o país, com maior ocorrência nos estados de São Paulo (21,59%), Minas Gerais (13,20%) e Rio de Janeiro (13,10%). Embora esse número represente um aumento de 1,54% em relação a 2016, é possível notar que alguns tipos de violência tiveram menor ocorrência, como discriminação, que caiu de 131 para 127 casos; violência física, de 9.142 para 8.955 casos; trabalho escravo, de 88 para 23; e violações de direitos humanos, de 259 para 88 casos.

A superintendente de Defesa dos Direitos Humanos do Rio de Janeiro, Melissa Areal Pires, lamentou que ainda haja tantos casos de violência contra o idoso e informou que a Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Políticas para Mulheres e Idosos (SEDHMI), através da Subsecretaria de Políticas para Idosos, realiza constantemente ações de conscientização, com a distribuição de material informativo sobre a violência contra idosos e o estatuto do idoso.

“Neste sentido, temos firmado parcerias com a sociedade, com o intuito de trazer para o debate todos que são envolvidos na preservação dos direitos da pessoa idosa”, afirmou Melissa. Ela lembrou também que a SEDHMI criou, em outubro de 2017, o Disque Idoso, um canal voltado exclusivamente para receber demandas da população idosa, como denúncias e informações e orientações. “As denúncias de violações de direitos são tratadas por uma equipe técnica especializada da Secretaria”, destacou a superintendente.

Saiba quais são os tipos de violência contra idosos:

  • Violência Física: é o uso da força física para compelir os idosos a fazerem o que não desejam, para feri-los, provocar dor, incapacidade ou morte;
  • Violência Psicológica: corresponde a agressões verbais ou gestuais com o objetivo de aterrorizar, humilhar, restringir a liberdade ou isolar do convívio social;
  • Violência Sexual: refere-se ao ato ou jogo sexual de caráter homo ou hetero-relacional, utilizando pessoas idosas. Esses abusos visam a obter excitação, relação sexual ou práticas eróticas por meio de aliciamento, violência física ou ameaças;
  • Abandono: é uma de violência que se manifesta pela ausência ou deserção dos responsáveis governamentais, institucionais ou familiares de prestarem socorro a uma pessoa idosa que necessite de proteção e assistência;
  • Negligência: refere-se à recusa ou à omissão de cuidados devidos e necessários aos idosos por parte dos responsáveis familiares ou institucionais. A negligência é uma das formas de violência mais presente no país. Ela se manifesta, freqüentemente, associada a outros abusos que geram lesões e traumas físicos, emocionais e sociais, em particular, para as que se encontram em situação de múltipla dependência ou incapacidade;
  • Violência Financeira ou econômica: consiste na exploração imprópria ou ilegal ou ao uso não consentido pela pessoa idosa de seus recursos financeiros e patrimoniais;
  • Auto-negligência: diz respeito à conduta da pessoa idosa que ameaça a sua própria saúde ou segurança, pela recusa de prover cuidados necessários a si mesma;
  • Violência Medicamentosa: é administração por familiares, cuidadores e profissionais dos medicamentos prescritos, de forma indevida, aumentando, diminuindo ou excluindo os medicamentos.

Fonte: Instituto Mongeral Aegon 

Avós e netos fazem uma combinação perfeita em qualquer dia, qualquer hora ou qualquer época do ano. Quem não traz boas lembranças dessa gostosa convivência? Avós são pais com açúcar, diz o ditado. Por isso mesmo, a eles também cabe a importante função de ajudar na educação dos netos. Da mesma forma que a criança toma os pais como exemplo de comportamento e conduta, também se espelhará nos avós.

Contudo, há quem conteste essa afirmação e garanta que a convivência entre avós e netos pode não ser tão boa assim, pois estragam os netos em vez de ajudarem os pais na difícil tarefa de educá-los.

“Enquanto a casa dos pais é cheia de regras, a casa dos avós é onde as guloseimas e travessuras são permitidas e incentivadas”, aponta a psicóloga clínica Rebeca Zar. “Quem não tem lembranças maravilhosas com os avós? Tem o bolo da vovó, tem as brincadeiras do vovô”, acrescenta.

Na opinião da especialista, o papel dos avós na educação dos netos é fundamental, pois, além da vasta experiência vivida, eles terão a oportunidade de transmitir valores que as crianças precisam e que ainda estão desenvolvendo. “A criança que tem a avó ou o avô por perto crescerá com uma base emocional muito boa e forte”, garante.
Principalmente os avós que gostam de compartilhar experiências, que muitas vezes servem como uma grande aula de história da cidade e do país onde vivem.

“Recentemente, um paciente jovem perdeu sua bisavó de 90 anos. Ele diz que ela contava muitas histórias da sua época e isso despertou seu interesse pela leitura. Consegue imaginar, quanta coisa aconteceu no Brasil nos últimos 90 anos?”, comenta.

Mais tempo para educar

O aumento da longevidade permitiu um maior convívio entre avós e netos, que participam mais ativamente do dia a dia das famílias. Muitos pais e mães que trabalham fora passaram a contar com esse importante apoio familiar, deixando os filhos sob os cuidados dos avós.

Para Rebeca, principalmente nesses casos de ausência paterna e materna, a presença dos progenitores na formação dos netos é muito benéfica porque dá à criança a sensação de pertencimento à família de origem.

O problema é encontrar a medida exata para não entrar em conflito com os filhos na educação dos netos. Neste ponto, a especialista é enfática: “A responsabilidade da educação das crianças é dos pais e os avós não devem interferir nisso nem desautorizar os pais”, pontua Rebeca.

Se isso acontecer, o mais indicado é que se tenha uma conversa franca e respeitosa entre pais e avós impondo limites e esclarecendo o papel de ajuda na criação. “O bom relacionamento entre pais e avós e entre avós e netos traz vantagens para a família toda”.

Os benefícios são mútuos

A convivência também oferece benefícios para os avós, que ficam mais ativos física e psicologicamente e se sentem mais úteis.

Rebeca lembra que também é dessa forma que a turma de mais idade aprende com os netos um pouco mais sobre tecnologia, como operar um computador e dominar as redes sociais. O aprendizado mútuo entre avós e netos diminui a distância entre eles e apresenta um novo mundo para ambos.

Conheça 7 valores para compartilhar entre avós e netos

Honestidade

Muitos avós, para proteger os netos de possíveis castigos, acabam mentindo ou omitindo informações dos pais. Com o tempo, a criança tende a ver a mentira como algo normal e vantajoso, já que deixa de ser punido. A honestidade é um dos valores mais importantes e básicos na vida de um cidadão. Se você quer educar seus netos para um mundo melhor, estimule a prática da honestidade. Contar a verdade e arcar com as consequências é sempre o melhor caminho.

Tolerância

Com a correria e os problemas do dia a dia, muitas vezes deixamos de ser tolerantes com as pessoas que nos cercam. O que não percebemos é que, enquanto espelhos dos nossos netos, a ideia que passaremos é que esse é um comportamento comum e adequado. Ensine seus netos a serem tolerantes consigo e com os outros, respeitando e aceitando as diferenças. Ensinamos melhor quando praticamos esses valores. Por isso, é importante que sejamos todos mais tolerantes.

Respeito

O respeito nunca pode ser imposto através do medo e da repressão, mas do amor, da sinceridade, da admiração e do diálogo. Ensine seus netos a respeitarem, não somente os mais velhos, mas também os mais novos. O respeito deve ser para com todos os seres vivos, independente de idade, classe social, etnia ou religião. É importante que ele tenha a consciência de que ele só será respeitado se também respeitar.

Bondade / Generosidade

Bondade e generosidade são dois valores que devem andar sempre de mãos dadas na vida de todas as pessoas. E quanto mais cedo aprendermos a ser bons e generosos com o próximo, mais enraizada se tornará essa prática em nossa vida. Ensine aos seus netos o quão importante é se colocar no lugar do outro a todo momento. Só fazer ao outro o que gostaríamos que fizessem a nós mesmos: esse é o melhor pensamento. Dessa forma, não haverá prejulgamentos ou preconceitos, mas empatia, respeito e amabilidade.

Amabilidade

E por falar em amabilidade, este importante valor não pode ficar de fora da nossa lista. Ser amável com os outros é o primeiro passo para colhermos amor. Principalmente quando estamos em dias ruins e com o humor comprometido. Ser amável com o próximo pode ser um grande desafio no início, mas com o tempo se tornará natural. Um simples sorriso ou um gesto de carinho pode mudar a forma de encarar um problema e a paisagem de um dia cinzento. Afinal de contas, ninguém tem culpa dos nossos problemas e, como dizia o profeta, gentileza gera gentileza.

Caráter

Não mentir, respeitar as pessoas e conhecer os seus limites são os primeiros passos para se tornar uma pessoa de caráter. Com a orientação precisa e necessária, a criança logo conseguirá interiorizar esse importante conceito, tornando-se um adulto melhor e contribuindo para a construção de uma sociedade mais honesta.

Responsabilidade

Muitos avós costumam poupar os netos de tarefas e de responsabilidades. O problema é que, com isso, podem estar criando adultos irresponsáveis. Definindo bem as obrigações de cada um, seja em relação à escola, seja em relação ao lar, e não permitindo que essas obrigações sejam negligenciadas, você estará desenvolvendo o valor da responsabilidade na criança. E crianças responsáveis se tornarão adultos responsáveis.

Fonte: Instituto Mongeral Aegon

O mês de outubro é especial por ser um período dedicado à conscientização para o combate do câncer de mama.

O mês de outubro é um momento em que as campanhas de prevenção e conscientização sobre o câncer de mama ganham maior destaque com o Outubro Rosa.

Nesse sentido, o Doutor Multas acredita que não somente medidas preventivas são de extrema importância, mas também que a disseminação de informações acerca de direitos de pessoas que possuem câncer é essencial.

Tendo em vista os gastos gerados por doenças como o câncer e as novas necessidades que seus portadores adquirem em razão delas, a Lei Federal nº 7.713, de 22 de dezembro de 1988, determina a isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) a pessoas portadoras de 16 moléstias graves.

A Lei descreve um processo com poucas etapas para obtenção do benefício, a fim de proporcionar uma melhor qualidade de vida nesse momento complicado.

Este artigo tem, então, o objetivo de tornar público um direito que pode fazer a diferença na vida de muitas pessoas.

Para isso, reuni, nas próximas seções, uma série de informações acerca do processo, dos pré-requisitos e das pessoas que têm direito à isenção do Imposto de Renda por conta de doenças graves.

Para quem a isenção é possível

A previsão legal para que o câncer (Neoplasia Maligna) e outras 15 doenças possibilitem, ao indivíduo, solicitar a isenção do IRPF está nos incisos XIV e XXI do artigo 6º da Lei nº 7.713/88.

Segundo essa Lei, os rendimentos que dizem respeito à aposentadoria, reforma ou pensão ficam isentos do Imposto de Renda desde que o recebedor possua alguma das doenças listadas por ela ou, em caso de aposentadoria por invalidez, devido à moléstia ou acidente profissional.

A Receita Federal listou as 16 moléstias que possibilitam, de acordo com a Lei, o pedido de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física. São elas: AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida), Alienação Mental, Cardiopatia Grave, Cegueira (inclusive monocular), Contaminação por Radiação, Doença de Paget em estados avançados (Osteíte Deformante), Doença de Parkinson, Esclerose Múltipla, Espondiloartrose Anquilosante, Fibrose Cística (Mucoviscidose), Hanseníase, Nefropatia Grave, Hepatopatia Grave, Neoplasia Maligna, Paralisia Irreversível e Incapacitante e Tuberculose Ativa.

Aqueles que recebem benefícios de auxílio-doença ou auxílio-acidente também têm direito à isenção do Imposto de Renda.

Pré-requisitos para a isenção

Para obter a isenção, há alguns pré-requisitos. É preciso que a pessoa possua as características descritas na Lei nº 7.713/88 de maneira cumulativa.

Ou seja, ela deve ser aposentada e possuir alguma moléstia grave dentre as citadas ou receber auxílio-doença, auxílio-acidente ou ser aposentado por invalidez devido a um acidente de trabalho ou a uma doença causada pelo exercício de sua profissão.

Nos casos em que o beneficiário exerce atividade profissional, seja em um emprego ou de maneira autônoma, a renda obtida em razão disso não estará sujeita à isenção. A previsão legal diz apenas sobre os rendimentos de aposentadoria, pensão e reforma.

Outro aspecto importante é que nem todas as isenções são de caráter definitivo. Portadores de doenças passíveis de serem controladas precisarão revalidar o benefício periodicamente, de acordo com a validade estabelecida no laudo médico.

Como fazer a solicitação

Para solicitar a isenção, não é preciso obter um laudo médico que certifique a existência de necessidade. O laudo deve ser emitido por serviço médico oficial concedido pelo órgão pagador. Dessa forma, o imposto não será mais retido diretamente.

Caso não haja essa possibilidade, o laudo deverá ser obtido e entregue ao órgão que faz o pagamento do benefício, o qual fará as devidas verificações no que tange aos demais requisitos.

No caso de pessoas que recebem por meio do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), será necessário levar a documentação até o órgão, onde ela será analisada por um médico próprio. Se for considerada apta, o próprio INSS se encarregará de cessar a dedução do Imposto.

Para documentações indeferidas, é possível recorrer à Junta de Recursos da Previdência Social. A resposta a esse recurso será enviada via correspondência ao solicitante.

Quanto ao laudo, é obrigatório que possua uma data de validade naquelas situações em que as doenças podem ser controladas.

Observações importantes

O laudo médico que possuir prazo de validade implica na necessidade de, após o período demarcado, o beneficiário solicitar a isenção novamente, se assim for preciso.

Em decisões recentes, o Judiciário permitiu que pessoas isentas do Imposto de Renda por conta de câncer obtivessem laudo médico sem validade e não fossem obrigadas a demonstrar sintomas da doença para obter e manter a isenção.

Quem possui atividade remunerada concomitante à pensão, aposentadoria ou reforma não terá direito à isenção do IRPF referente à renda proveniente dessas outras remunerações. No entanto, é possível que seja feito pedido judicial para que a isenção se estenda a outras fontes de renda.

É necessário atentar-se, porém, que a isenção de pagamento do Imposto de Renda não acarreta em isenção de apresentar a Declaração do IRPF. As pessoas que se encaixarem entre os casos de obrigatoriedade precisarão continuar a fazê-la normalmente.

Se, em algum momento, após ter conseguido a isenção, o indivíduo tiver seu cadastro contestado pela Receita Federal, será preciso apresentar o laudo médico que permite que ele seja isento.

Já para aqueles que realizaram o pagamento do Imposto nos últimos 5 anos e tiveram a isenção permitida, esses poderão ser ressarcidos com os valores pagos. Para isso, será preciso comprovação da moléstia para o período alegado.

O ressarcimento ocorre mediante apresentação de comprovantes e de um formulário fornecido pela própria Receita.

Fontes:

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L7713compilada.htm

http://www.brasil.gov.br/economiaeemprego/2016/03/beneficiarios-do-inss-com-doencas-graves-tem-direitoaisencao-do-ir

http://idg.receita.fazenda.gov.br/orientacao/tributária/isencoes/isencao-do-irpf-para-portadores-de-molestia-grave

http://www.oabsp.org.br/subs/santoanastacio/institucional/artigos/portador-de-cancereisento-de-pagar-imposto-de

“Qualificação, qualificação e qualificação.” Nas palavras de Ana Amélia Camarano, pesquisadora do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e coordenadora de Estudos e Pesquisas de Igualdade de Gênero, Raça e Gerações da Diretoria de Estudos e Políticas Sociais (Disoc), essa é a única saída para combater a redução da empregabilidade dos 50+ no Brasil.

Em abril, ela, junto com a também pesquisadora Daniele Fernandes e a doutora em saúde pública Solange Kanso, publicaram o artigo “Saída precoce do mercado de trabalho: aposentadoria ou discriminação?”

No texto, as especialistas discorrem sobre as razões que levam ao aumento do desemprego entre os homens de idades que variam dos 50 aos 64 anos no país. O percentual desses desempregados passou de 4,3% em 1992 para 6,7% em 2017, isso a despeito de um aumento da expectativa de vida do público masculino em 5,4 anos nesse mesmo ano de 2017.

O recorte do artigo em termos de sexo e faixa etária se justifica por ser essa parcela da população a afetada em primeiro lugar pela reforma da Previdência proposta pelo governo.

Os nem-nem: preconceito afeta a empregabilidade sênior

Um dos temas levantados pelas autoras na publicação se refere ao preconceito que a mão de obra brasileira mais velha encontra no mercado de trabalho. É a realidade que os números sugerem.

Entre 1984 e 2015, por exemplo, o percentual de homens de 50 a 64 anos que não trabalhavam tampouco eram aposentados, o chamado grupo dos nem-nem (nem uma coisa nem outra), saltou de 3,5% para 8,2%.

As pesquisadoras dizem acreditar que esse crescimento indica a discriminação em relação ao trabalhador mais velho, além da falta de políticas públicas que reforcem sua capacidade para conseguir um novo trabalho.

Por sua vez, o percentual de aposentados que não trabalham entre os homens de 50 e 64 anos foi de 15,8% em 2017. Essa parcela diminuiu entre os homens de 50 a 59 anos e apresentou ligeiro aumento entre os de 60 a 64. Esses números, segundo as autoras, sugerem um adiamento da saída do mercado de trabalho ou maiores dificuldades em se aposentar.

Os dados apresentados mostram também que a discriminação se acentua de acordo com determinadas características dos indivíduos. E, aqui, percebe-se que, em 25 anos, negros e pardos perderam espaço no mercado.

Em 1992, a maioria dos nem-nem era constituída por brancos (57,6%). Em 2017, passou a ser representada por pardos e negros (64,1%), lembrando que essa mudança pode ser parcialmente explicada por um aumento da precisão na declaração de cor durante o período analisado.

Saúde também mexe com a empregabilidade dos 50+

Outra variável estudada para entender a redução da empregabilidade dos 50+ no Brasil é a da saúde. O artigo das pesquisadoras aponta para uma elevação do percentual dos nem-nem entre 50 e 59 anos que relataram alguma dificuldade para exercer atividades básicas da vida diária.

Elas assumem que as condições de saúde têm de fato um impacto importante na permanência dos indivíduos de idade mais avançada em atividades econômicas produtivas.

De maneira geral, segundo elas, os principais problemas que atingem os trabalhadores são relacionados a patologias em músculos e ossos e aos transtornos mentais, em especial a depressão.
Chegamos, então, a um ponto fundamental dessa análise: o da escolaridade. Conforme ela aumenta, menores são as chances de o homem se tornar alguém que nem trabalha nem se aposentou. Aqueles que possuem nível superior completo, por exemplo, têm 53% menos chances de ser um nem-nem. Por outro lado, ter o fundamental completo ou médio incompleto reduz essa chance em um percentual bem inferior: 2%.

Como combater o problema da empregabilidade?

Diante do cenário apresentado, o portal do Instituto de Longevidade conversou com a pesquisadora Ana Amélia Camarano sobre possíveis soluções para aumentar a empregabilidade dos 50+ no Brasil. Confira:

Os números indicam que os homens estão saindo um pouco mais tarde do mercado de trabalho. A que isso se deve?

Há muitos casos em que eles precisam continuar trabalhando, mesmo aposentados, para a complementação da renda da aposentadoria.

Mas existem também os altamente qualificados que não querem sair do mercado pelo custo da oportunidade. Considere, por exemplo, um médico ou advogado que atinge o ápice da carreira na maturidade. Nesses campos de atuação, muitas vezes a idade conta a favor do profissional, que inclusive ganha muito bem quando está mais velho.

Mas sabemos que essa não é a realidade da maioria, certo?

Sim. Entre os homens brasileiros, 75% não têm nem o ensino fundamental completo. Quando esses indivíduos perdem o emprego em idade mais avançada, fica muito mais difícil conseguirem outra colocação.
E os negros e pobres acabam sendo mais numerosos entre os menos qualificados, o que é um retrato da condição social brasileira, que impõe a esses indivíduos uma situação de marginalização.

Qual seria o caminho para aumentar a empregabilidade dos 50+ no Brasil?

Só há uma saída: qualificação, qualificação e qualificação. E, nesses termos, a responsabilidade é tanto do poder público quanto do setor privado.

É possível, por exemplo, fazer acordos com o sistema S [Senai, Sesi, Sebrae, Sesc, entre outros] para o treinamento desse pessoal. Pode-se também fomentar o empreendedorismo entre esse contingente.

O Estado deveria oferecer algum incentivo para as empresas darem oportunidades para os trabalhadores mais velhos e financiar cursos de qualificação para eles.

Podem ainda ser empregados com cargas horárias mais flexíveis. E precisam ser capacitados para acompanhar as mudanças tecnológicas e, com isso, ter mais condições de permanecer no mercado de trabalho.

Como a reforma da Previdência proposta pelo governo impacta a empregabilidade dos 50+ no Brasil?

Ela piora o quadro ao dificultar a possibilidade de as pessoas se aposentarem. Deve aumentar a pobreza e a precariedade das condições de vida entre os indivíduos dessa faixa etária e elevar a demanda por benefícios assistenciais.

Fonte: Instituto Mongeral Aegon

Se você é uma daquelas pessoas que dizem “não tenho mais idade para isso”, chegou a hora de rever esse conceito. Uma pesquisa da Universidade Yale, nos EUA, concluiu que o exercício físico retarda o envelhecimento. Mais especificamente, entre corredores, que concorrem em eventos de 5 km e em maratonas, o declínio físico relacionado à idade é lento até os 80 anos e improvável de começar antes dos 40 anos. 

O estudo foi feito com corredores e maratonistas, mas a lógica se aplica a gente como a gente. A comerciante Luciane Aparecida Tolardo Pucci, 55 anos, é prova disso.

Ela começou a se exercitar há 10 anos. Hoje, de segunda a sexta, vai à academia, onde faz musculação, spinning, pilates, natação e hidroginástica – sem falar do grupo de corrida aos domingos.

Se ela nota que o exercício físico retarda o envelhecimento? “Eu me sinto com muito mais disposição. O exercício me deu suporte para tudo o que faço hoje”, garante.

O educador físico Antônio Marcos Oliveira Nunes, 45 anos, explica que o declínio físico relacionado à idade está associado à perda de massa muscular, que começa por volta dos 40 anos. Segundo ele, a curva é mais acentuada para os inativos e sedentários.

Ele concorda com a conclusão dos pesquisadores de Yale, mas faz uma ressalva: “Não vi o estudo completo, mas, provavelmente, os corredores avaliados também praticam musculação, que é o que possibilita manter massa”.

Integrante por quase cinco anos de um grupo de pesquisa do Hospital das Clínicas de São Paulo sobre os efeitos da musculação no envelhecimento, Marcos afirma que, além de manter a musculatura ativa, o exercício melhora a qualidade do sono e a circulação sanguínea, reduz o índice glicêmico, fortalece as artérias de dentro para fora e diminui a probabilidade de hipertensão, as dores e o cansaço. “Isso tudo desacelera o declínio físico”, diz ele.

Já se convenceu de que é possível, sim, manter suas habilidades com o passar do tempo? Então, confira as dicas da comerciante e do educador físico, que também é especialista em treinamento resistido e fisiologia do exercício na saúde, na doença e no envelhecimento.

Organize a sua agenda

Cada pessoa tem uma rotina, mas é essencial encaixar a atividade física nela. Luciane, por exemplo, trabalha de segunda a sábado, mas acorda às 5h para ir à academia. Caso a sua vida seja muito corrida, saiba que 40 minutos de musculação, duas vezes na semana, já faz muita diferença, como diminuir a chance de infarto ou derrame.

Nunca é tarde

Passou dos 40 e sempre fugiu dos exercícios físicos? Isso não te impede de começar agora mesmo. “O segredo é não achar que, pela idade, você não está apto a praticar uma atividade. Vá de acordo com a sua disposição”, recomenda ela, que acrescenta à sua receita de sucesso dois ingredientes: foco e determinação.

Problema de saúde não limita, impulsiona.

Marcos revela que recebe muitos alunos sedentários, acima do peso, com colesterol alto, diabetes e problemas de pressão e de coluna, entre outras patologias. E diz que nada disso impede a prática de exercícios físicos. Luciane, por exemplo, começou a praticar esportes com uma hérnia de disco na região lombar. Dez anos depois, tornou-se apaixonada por atividades físicas, que, para ela, fazem bem ao corpo e à alma.

Caminhar, correr ou fortalecer?

Caminhada e corrida ajudam em muitos aspectos. Mas, segundo Marcos, pesquisas relacionadas ao envelhecimento se referem à musculação como o principal exercício. Entenda:

– Caminhar não evita a perda nem gera ganho de massa muscular;

– Correr ajuda a manter a massa muscular apenas dos membros inferiores;

– Tanto a caminhada quanto a corrida não são indicadas para pessoas com artrose no joelho ou próteses de quadril, por exemplo. Assim como pedalar, essas atividades podem piorar esses e outros quadros;

– A musculação fortalece os amortecedores das articulações, que são os músculos, e melhora a força, a velocidade de caminhada e até atividades corriqueiras, como sentar e levantar de uma cadeira ou pegar uma criança no colo.

Fonte: Instituto Mongeral Aegon

Você provavelmente já ouviu esse nome, especialmente nos últimos anos. Bitcoins são moedas virtuais, ou criptmoedas, geradas por linhas de código de computador e com valor monetário. Apesar de ainda não serem compreendidas por muitas pessoas, tais moedas vêm tornando-se um fenômeno global, motivo pelo qual governos, bancos e empresas de diversos,  países têm dado cada vez mais importância às “moedas do futuro”, como elas também são conhecidas.

Apesar das Bitcoins serem uma moeda, assim como o Real ou o Dólar, elas têm como principal diferença o fato de serem moedas imateriais, ou seja, não são moedas palpáveis. Tais moedas eletrônicas foram criadas entre 2008 e 2009, e são geradas por sistemas computacionais de maneira criptografada e descentralizada. As moedas digitais podem ser armazenadas em “carteiras digitais” (espécie de contas bancárias virtuais), existentes na clockchain, tecnologia de registro distribuído cujo objetivo é a descentralização como medida de segurança. Isso tudo para maior garantia na segurança dos dados. Além dessas moedas serem intercambiadas em pares e não envolverem intermediários, ao contrário de um banco, tal tecnologia permite que você acesse sua carteira virtual de qualquer lugar que ofereça acesso a internet.

As criptomoedas funcionam como um crédito bancário em um cartão de débito, onde um sistema complexo trabalha de forma secreta, a fim de permitir que você receba e envie as moedas eletronicamente, semelhante a enviar dinheiro digitalmente. Entretanto, ao invés de intermediários, as criptomoedas utilizam um algoritmo para liberar e manter os livros. As Bitcoins não têm vínculo com nenhum país e nem são sujeitos à regulamentação, o que faz com que os pagamentos internacionais sejam mais fáceis e baratos. Há ainda aqueles que assumem o risco de investir em Bitcoins, a fim de esperar que estas valorizem mais.

As Bitcoins são geradas por um processo chamado de “mineração”, pratica que muitas vezes gera competitividade entre os usuários, que resolvem quebra-cabeças matemáticos complexos usando computadores em troca de recompensa com Bitcoins. Há ainda as “bolsas de criptomoedas”, como são conhecidos os mercados especializados nas compras e vendas de Bitcoins usando diferentes moedas, como a Coinbase, Bitfinex e Bitstamp. Entretanto, essa prática pode gerar preocupação no que tange a segurança, uma vez que dezenas de milhões de dólares foram roubados da Bitfinex ao esta ser hackeada no ano de 2016. Ainda a respeito da segurança, os nomes dos vendedores e compradores nunca são revelados, apesar de cada transação de Bitcoin ser registrada em um log público. Uma vez que as transações dos usuários são privadas, isso permite que as moedas eletrônicas também sejam escolhidas para quem quer comprar ou vender drogas, bem como praticar outras atividades ilícitas.

Uma década após o surgimento das Bitcoins, o seu destino ainda é incerto como o dinheiro do futuro ou moda passageira. Países como a China, Japão e Austrália já sinalizaram interesse em maior regulamentação, como o registro de cãmbio, enquanto os governos preocupam-se cada vez mais  quanto à tributação e à falta de controle das criptomoedas. O controle, regulação e sistema centralizado, no início características inseparáveis deste tipo de moeda, hoje são cada vez mais alvos de debate em todo o mundo, devido ao aumento da popularização e do uso das Bitcoins e outras moedas virtuais.

 

Rafael Santana Veloni

Colunista

 

Fonte: Revista Atibaia Connection

Atibaia, como a maioria das cidades brasileiras, sempre teve um local para a exposição e venda de produtos alimentícios, habitualmente chamado de Mercado Municipal. O nosso funcionou num velho casarão construído por volta de 1780, no local hoje chamado Praça Aprígio de Toledo, com frente para as Ruas Tomé Franco, Benedito Almeida Bueno e José Bim. No centro ele havia um pátio com um chafariz, utilizado pela população para matar a sede, com água boa para beber. Até os animais, que vinham da zona rural trazendo produtos, ou mesmo trazendo as pessoas para realizarem as compras, tinham uma água para se refrescar.

Em 1925 algumas obras de melhoramentos foram feitas, e o autor da planta foi João Alves da Cunha e o construtor o senhor Bartolomeu Peranovich. A planta está exposta no Museu Municipal e mostra que a entrada ganhou um portão de ferro e um frontispício alto.

Em  1957, uma nova obra estava em vias de concorrência para a melhoria do edifício. Em 1958, uma obra do então Prefeito Edmundo Zanoni foi a reconstrução de um barracão ao lado do mercado para guardar veículos, ferramentas e materiais da prefeitura. Em 1959, o advogado Dr. Luiz Antonio Pinto Alves representou os quatro locatários mais antigos do mercado que solicitavam sua permanência sem que precisassem participar da nova concorrência, o que só foi resolvido com a lei nº 666 de 10 de maio de 1963.

Durante as obras houve o desabamento de algumas paredes, o que fez com que o prefeito nomeasse uma Comissão de Sindicância sobre a obra do Mercado de 1960. Em alguns jornais da época, várias críticas foram feitas à obra e as escadas do novo prédio se sucederam, mas em 1962 as mesmas foram concluídas, já no governo do então prefeito Marco Vinicius Chiochetti.

Outras reformas mais recentes foram realizadas no Mercado, inclusive na área externa, com o estacionamento e a construção de mais espaços para produtores locais. Lá você pode encontrar box especializados em frutas e verduras, flores ornamentais e comestíveis, carnes, frangos, peixes, embutidos, massas, comida oriental, carne de rã, pastel, sucos e bebidas. Aos domingos e quintas o estacionamento recebe uma feira livre.

O Mercado é considerado hoje um ponto turístico e gastronômico de grande importância para a cidade, além de ser um local de encontro de amigos, vizinhos e parentes que lotam seus corredores aos finais de tarde e principalmente nos finais de semana para tomar aquela cerveja gelada, acompanhada de um pastel, bolinho ou lanche, pretextos para colocar as notícias (ou fofocas) em dia, como faziam seus antepassados desde o século XVIII.

Lilian Vogel

Fonte: Revista Atibaia Connection 

Divertidos e especiais, os animais de estimação são excelentes companhias e sempre proporcionam experiências únicas e recompensadoras. Não importa se o pet em questão é um cão, um gato, um coelho ou uma calopsita: é fato que o amor deles é puro e verdadeiro, e seus donos devem retribuir este amor com atenção e cuidados básicos para uma vida saudável.

A tarefa de cuidar de um pet traz consigo responsabilidades que não podem ser ignoradas pelos futuros adotantes de pets. Os cuidados diários com os bichinhos são divertidos, porém um tanto trabalhosos, e devem incluir acesso à água e alimentos apropriados, ambiente limpo e seguro. livre de sons altos e riscos aos animais.

Oferecer alimento balanceado e de qualidade, que atenda às necessidades nutricionais de cada espécie, é fundamental para que o pet cresça saudável e feliz. A dieta de um cão idoso é diferente da dieta de um cão jovem, por exemplo, assim como um alimento que é permitido para um gato pode não ser adequado a outra espécies. É importante dar a devida atenção aos tipos de alimentos oferecidos aos pets, pois cada espécie e raça tem características e necessidades únicas. A quantidade de comida, bem como a oferta de muitas guloseimas, pode desencadear problemas de saúde ao pet, como obesidade, problemas renais e doenças cardíacas.

O acesso fácil a água limpa e fresca também é essencial para o pet. A tigela de água deve ser limpa constantemente e jamais deve ficar exposta ao sol, para que mantenha o seu frescor. A limpeza semanal de aquários para pets como tartarugas e peixes não deve ser negligenciada, pois a má higienização é um prato cheio para proliferação de bactérias e doenças.

Muitos pets, como os cães, gatos, coelhos e aves, apreciam o ar livre, porém o dono deve oferecer um abrigo acolhedor para os momentos em que o animal que fugir do calor ou do frio, ou apenas se entocar. No período da noite, há pessoas que preferem trazer seus pets para dentro de casa, porém deve-se evitar deixar objetos expostos, para a segurança dos animais de estimação e dos moradores.

Os pets que são domesticados geralmente fazem suas necessidades básicas em locais específicos, o que gera uma preocupação a menos para os donos. Por motivos de higiene, as áreas onde os pets fazem xixi e cocô devem ser afastadas da área onde os mesmos se alimentam ou dormem. Gatos e coelhos devem ter pelo menos uma caixa de areia, enquanto os cães podem ser educados para fazer suas necessidades em um cantinho. A limpeza desses locais se faz extremamente necessária para a proteção da saúde dos pets e um ambiente limpo para todos.

Outros hábitos saudáveis que integram os cuidados básicos aos pets incluem levá-los para passear com coleira de identificação (com telefone para contato e informações básicas), dar atenção diária ao animal, promover a socialização, oferecer brinquedos que estimulem seus sentidos, realizar exame de rotina com um veterinário pelo menos uma vez ao ano e dar banho (no caso dos cães, por exemplo), cortar as unhas e atentar-se a possíveis mudanças de comportamentos. Desta forma, a amizade e comunhão entre você  e seu pet com certeza serão mais fortes e felizes.

 João Manoel S. B. de Meneses 

Fonte: Revista Atibaia Connection 

A prevenção está em suas mãos

O que é influenza?

A influenza, também conhecida como “gripe”, ocorre durante oano todo, mas é mais frequente no outono e inverno, quando as temperaturas caem.

A influenza pode aparecer de duas formas:

Síndrome Gripal que é mais que é mais frequente, ou como Síndrome Respiratória Aguda Grave – SRAG, (um quadro com sinais e sintomas de maior gravidade e que leva à internação).

Sintomas

  • Febre de início súbito
  • Tosse
  • Dor de Garganta
  • Dor de Cabeça
  • Dor muscular ou nas articulações

Caso apresente estes sintomas, procure uma unidade de saúde.

Síndrome Gripal

Além dos sintomas acima crianças com menos de 2 anos de idade também podem apresentar sintomas como tosse, coriza e obstrução nasal.

Os sintomas da gripe costumam melhorar em uma semana.

A febre (temperatura >= 37,8ºC) diminui de 2 a 3 dias do início da doença.

A tosse, a fadiga e o mal-estar podem persistir por algumas semanas.

Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG)

Apresenta os mesmo sintomas acima, além de falta de ar e sinais de desconforto respiratório. Ela também pode ser caracterizada pela queda do oxigênio no sangue e da pressão arterial.

Quem deve se vacinar? 

  • Idosos, com 60 anos ou mais;
  • Crianças com menos de cinco anos;
  • Gestantes;
  • Mulheres no período até 45 dias após o parto;
  • População indígena;
  • Portadores de doenças crônicas (diabetes, doença cardíaca, pulmonar ou renal, deficiência imunológica, etc).
  • Pessoas com obesidade mórbida e também com doenças provocadas por alterações da hemoglobina, como anemia falciforme.

DICAS: 

Utilize lenços descartáveis e jogue-os no lixo após o uso. 

Cubra sempre o nariz e a boca ao tossir ou respirar.

Lave as mãos frequentemente com água e sabão. 

Evite aglomerações ou locais pouco arejados. 

Evite tocar olhos, nariz e boca; 

Evite contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas de influenza. 

Não compartilhe objetos de uso pessoal. 

Fonte: SUS