Fique atento porque essa doença se manifesta após períodos prolongados de estresse físico ou mental!

A glândula suprarrenal é quem comanda a ação e o movimento do nosso organismo secretando vários hormônios esteroides, dentre os principais o DHEA e o CORTISOL. O mais importante sem dúvida é o cortisol. A falência desta glândula provoca sintoma de fadiga e outros relacionados intimamente à repetição do estresse, que acaba se transformando em um estado crônico.

O estado de estresse crônico em sua fase mais avançada ocorre devia a falência parcial da glândula suprarrenal, o que provoca a diminuição gradativa do cortisol. Em geral, as glândulas adrenais (suprarrenais) tornam-se “exauridas” em consequência das constantes exigências que o organismo sofre quando se encontra sobrecarregado e estressado. A exaustão adrenal pode fazer com que uma pessoa se sinta “estressada”, cansada, desvitalizada e fique propensa à alergias; enquanto a excessiva atividade adrenal predispõe à ansiedade, à hipertensão arterial, à depressão, à elevação da quantidade de açúcar ou glicose no sangue (hiperglicemia) e ao aumento da quantidade de colesterol (hipercolesterolemia).

A fadiga adrenal é um distúrbio (doença) que, geralmente, manisfesta-se após períodos prolongados de estresse físico ou mental ou pela insistência da pessoa em trabalhar até a exaustão, sem intervalos para descanso, lazer e relaxamento. O hábito de dormir tarde também pode contribuir para sobrecarregar e exaurir as glândulas supra-renais.

Homens e mulheres que abusam do seu organismo no auge da vitalidade, não poupam sua energia vital ou também não limitam seu estresse diário, independente do grupo etário, a classe social e étnica a qual pertençam, podem manifestar a Fadiga Adrenal.

Esse tipo de fadiga, que ocorre devido à queda de cortisol, provoca um grande impacto na qualidade de vida da pessoa, e o aumento da velocidade do seu envelhecimento humano.

A deficiência do cortisol manifesta-se comprometendo as relações humanas, afetando comportamento psíquico, dificultando administração da sua própria vida diária. A pessoa, antes harmônica, torna-se cada dia mais distraída, confusa, presa a situação crônica de estresse. A cada dia que passa, manifesta maior irritabilidade, e uma visão negativa da vida; sente-se vitima até mesmo com reações paranoides, torna se acusadora, briguenta, ataca os demais com palavras duras, com uma retórica afiada, com se estivesse “com os nervos à flor da pele”.

Infelizmente a fadiga adrenal é confundida com: depressão, pânico, fibromialgia, labirintite, anemia ou palpitações. Meu adendo e preocupação é a medicalização desenfreada, onde se tratam os sintomas e não a causa. Já notaram a quantidade imensa de receitas com antidepressivos (Fluoxetina, Sertralina…) ansiolíticos (Rivotril, Lexotan e afins), que são prescritos para tratar um sintoma e não sua verdadeira causa gerando um ciclo vicioso e muitas das vezes mortal.

O diagnóstico de Fadiga Adrenal somente é realizado por médico após correlação clínica e laboratorial e exclusão de outras patologias. Sem dúvida, podemos qualificar a Fadiga Adrenal como uma das doenças funcionais que mais afeta a qualidade de vida de uma pessoa na atual civilização e lamentavelmente, sua fisiopatologia ainda não é bem divulgada e nem investigada pela medicina ortodoxa e assim não tem sido investigada ou tratada. Quando esta deficiência é diagnosticada e tratada adequadamente, a pessoa se beneficia como se fossem premiada com a “loteria de saúde”, porque repor cortisol bioidentico e/ou os moduladores da adrenal resgata a qualidade de vida e vitalidade perdida, como se a pessoa renascesse para a plenitude de outrora.

Principais sinais e sintomas de fadiga adrenal: 

– Cansaço entre 9-10 horas da manhã, mas resiste em ir para a cama; 

– Necessita de café ou estimulantes para começar o trabalho pela manhã;

– ânsia por salgados, gordura e alimentos com alta proteína, como carne e queijo; 

– Aumento dos sintomas da TPM nas mulheres; e menstruação mais intensa; 

– Dor na parte superior das costas ou no pescoço, sem razão aparente;

– Sente-se muito melhor quando o estresse é aliviado, como em período de férias prolongado;

– Dificuldades em acordar pela manhã; 

– Episódios recorrentes  de confusão mental associado a tonteira; 

– Tendência a ganhar peso e não perdê-lo, especialmente em torno da cintura; 

– A alta frequência de contrair gripe e outras doenças respiratórias e os sintomas tendem a durar mais do que usual;

– Tendência a tremer quando está sob stress e pressão;

– Redução do desejo sexual;

– Tonturas ao levantar  de uma posição horizontal;

– Tendência à pressão baixa; 

– Falta de energia no período da manhã e á tarde, entre 3 a 5 horas;

– Sente-se melhor, por um breve período, depois de uma refeição. 

Fonte: Dr. Leandro Grubba Nardy – lnlongevidade.com.br