Você sabia?

O estresse e suas manifestações (ansiedade e, em particular, insônia) estão se tornando cada vez mais populares. Problemas relacionados ao estresse podem ocorrer em qualquer idade.

Em crianças em idade escolar, estresse e ansiedade são frequentemente observadas no esporte e em períodos de provas.

Quanto aos adolescentes e jovens adultos, a maioria dos casos, o estresse está ligado às relações interpessoais, e também com o desenvolvimento profissional e pessoal, ou incertezas com o seu futuro.

Já o estresse em adultos é muitas vezes relacionado com tensões familiares e excessiva carga de responsabilidade como por exemplo: dificuldades financeiras e o risco de perda do emprego.

Existem certas atitudes na vida das pessoas, provavelmente incluindo também muitos de nós, que são por demais comuns.

Um exemplo: elas depõem contra quem pratica atos tidos como inaceitáveis e, no entanto, fazem igualmente o mesmo em situações semelhantes. E mais: nem ligam se estão e passam a ser contados entre os seres humanos incorrigíveis!

Não é por acaso que o termo corrigir é altamente desagradável, seja para quem tem a missão ou pretensão de consertar a vida alheia, seja para quem é vítima da ocasião. Seguramente feliz e correto é quem em determinados momentos do dia a dia tem ocasião de refletir sobre as inconsequências nas quais incide. E o faz com a boa intenção de tornar-se o ser humano mais de acordo com o projeto divino.

A formação dos cristãos inclui, necessariamente, conforme a exigência evangélica, a correção em busca da vida mais próxima as propostas do Mestre. Quem tem a prática do contato continuado com os ensinamentos dos Evangelhos percebe o quanto lhe cabe mudar atitudes que depõem contra o ideal que lhe é proposto seguir.

Igualmente, quem se aproxima do sacramento da reconciliação, mais comumente chamado de confissão ou penitência, é convidado a essa revisão. Ela faz parte da busca da “vida nova”, modelo proposto a todo discípulo do Messias. Caminho para unir as palavras com os atos não falta, mas é difícil. Nem há quem não saiba disso.  

Fonte: Revista Aparecida – julho 2019

O suicídio entre idosos é como aquele segredo de família que todos sabem existir, mas sobre o qual ninguém ousa falar. Tema tabu em qualquer faixa etária, a morte autoafligida soa paradoxal na terceira idade, quando tantas agruras da vida já foram superadas. As estatísticas, porém, alertam que esse silêncio precisa ser quebrado. Em todo o mundo, as maiores taxas de tentativas e atos consumados estão nas faixas etárias avançadas. No Brasil, não é diferente.

Os dados nacionais ainda são escassos, mas evidenciam que o país acompanha a tendência global. O Mapa da Violência 2014, organizado pelo sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, aponta que, acima dos 60 anos, há oito suicídios por 100 mil habitantes, taxa maior que a registrada entre outros grupos etários. Entre 1980 e 2012 — período avaliado no estudo —, houve crescimento de 215,7% no número de casos entre os idosos. Da mesma forma que ocorre com os mais jovens, os homens são as principais vítimas. Aos 75 anos, de acordo com o Ministério da Saúde, a razão é de oito a 12 suicídios masculinos por um feminino. 

Um dos trabalhos utilizou o Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, para calcular os registros de suicídio de pessoas com mais de 60 anos entre 1996 e 2007. Nesse período, os pesquisadores identificaram 91.009 mortes autoprovocadas, sendo que 14,2% ocorreram entre idosos.