Muitas vezes ouvi professores dizerem a frase que dá o título à matéria que apresento hoje, cujo objetivo é convencer os alunos a expor com clareza o que vão defender, quando forem profissionais da informação.

Como pretendo chamar os eleitores para a grande responsabilidade que lhes cabe quando escolhem, através do voto, seus candidatos aos cargos públicos, insisto: nenhum político chega ao poder sem os votos que pediu e ganhou. Se vão cumprir com exatidão e retidão o que prometeram, é outra coisa. Veja como agem muitos que enganam os eleitores, com a maior cara de pau.

Levantamento feito pela imprensa, da última votação, diz que, de cada três deputados ou senadores eleitos, um está sendo processado pela Justiça. Em números absolutos, o fato é: 160 deputados e 38 senadores atuais estão respondendo a 540 acusações de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, improbidade administrativa, crime eleitoral e também assédio sexual. E mais: levantamento feito pela Procuradoria Geral do Ministério da Fazenda informa que dos 513 deputados eleitos na última votação, 96 deles e suas empresas devem, juntos, R$158 milhões de tributos no Brasil. 

Conclusão dolorosa

Não pagam impostos como todo ser mortal. Nem pretendem pagar. Dos partidos todos, só seis deles não elegeram pessoas investigadas ou acusadas pela Justiça, o que deveria acontecer naturalmente. A conclusão chega a ser dolorosa, qual seja: senhores escolhidos para zelar pela direção do país são péssimos exemplos, pois eles não levam vida honesta e justa. Certamente, entre os leitores, uns tantos vão dizer: “Eu não sabia…, votei ouvindo amigos, parentes…, não cheguei a essas informações vergonhosas”.

Óbvio que esse tipo de desculpa nunca valerá! Enquanto a maioria dos eleitores não assumir a obrigatoriedade de votar com postura de quem pretende ter gente digna e honesta à frente do país. O tempo da “propaganda política” não pode simplesmente ser imposição, peso, chateação que não interessa porque os que se apresentam não gozam de credibilidade.

Nossa dignidade  

No fundo, o que falta é a forma correta de conhecer e olhar a política como oportunidade de se zelar pelo bem comum, de assumir o bom público que diz respeito e faz parte da vida de cada cidadão. A vergonha de se ter entre os que são eleitos pessoas publicamente tidas como desonestas, aproveitadoras, mentirosas tem de mexer com a nossa dignidade e com a nossa postura omissa em não fazer da política o que ela deve ser.

Fonte: Revista de Aparecida – setembro 2019

Você sabia?

O estresse e suas manifestações (ansiedade e, em particular, insônia) estão se tornando cada vez mais populares. Problemas relacionados ao estresse podem ocorrer em qualquer idade.

Em crianças em idade escolar, estresse e ansiedade são frequentemente observadas no esporte e em períodos de provas.

Quanto aos adolescentes e jovens adultos, a maioria dos casos, o estresse está ligado às relações interpessoais, e também com o desenvolvimento profissional e pessoal, ou incertezas com o seu futuro.

Já o estresse em adultos é muitas vezes relacionado com tensões familiares e excessiva carga de responsabilidade como por exemplo: dificuldades financeiras e o risco de perda do emprego.

Existem certas atitudes na vida das pessoas, provavelmente incluindo também muitos de nós, que são por demais comuns.

Um exemplo: elas depõem contra quem pratica atos tidos como inaceitáveis e, no entanto, fazem igualmente o mesmo em situações semelhantes. E mais: nem ligam se estão e passam a ser contados entre os seres humanos incorrigíveis!

Não é por acaso que o termo corrigir é altamente desagradável, seja para quem tem a missão ou pretensão de consertar a vida alheia, seja para quem é vítima da ocasião. Seguramente feliz e correto é quem em determinados momentos do dia a dia tem ocasião de refletir sobre as inconsequências nas quais incide. E o faz com a boa intenção de tornar-se o ser humano mais de acordo com o projeto divino.

A formação dos cristãos inclui, necessariamente, conforme a exigência evangélica, a correção em busca da vida mais próxima as propostas do Mestre. Quem tem a prática do contato continuado com os ensinamentos dos Evangelhos percebe o quanto lhe cabe mudar atitudes que depõem contra o ideal que lhe é proposto seguir.

Igualmente, quem se aproxima do sacramento da reconciliação, mais comumente chamado de confissão ou penitência, é convidado a essa revisão. Ela faz parte da busca da “vida nova”, modelo proposto a todo discípulo do Messias. Caminho para unir as palavras com os atos não falta, mas é difícil. Nem há quem não saiba disso.  

Fonte: Revista Aparecida – julho 2019