Atibaia, como a maioria das cidades brasileiras, sempre teve um local para a exposição e venda de produtos alimentícios, habitualmente chamado de Mercado Municipal. O nosso funcionou num velho casarão construído por volta de 1780, no local hoje chamado Praça Aprígio de Toledo, com frente para as Ruas Tomé Franco, Benedito Almeida Bueno e José Bim. No centro ele havia um pátio com um chafariz, utilizado pela população para matar a sede, com água boa para beber. Até os animais, que vinham da zona rural trazendo produtos, ou mesmo trazendo as pessoas para realizarem as compras, tinham uma água para se refrescar.

Em 1925 algumas obras de melhoramentos foram feitas, e o autor da planta foi João Alves da Cunha e o construtor o senhor Bartolomeu Peranovich. A planta está exposta no Museu Municipal e mostra que a entrada ganhou um portão de ferro e um frontispício alto.

Em  1957, uma nova obra estava em vias de concorrência para a melhoria do edifício. Em 1958, uma obra do então Prefeito Edmundo Zanoni foi a reconstrução de um barracão ao lado do mercado para guardar veículos, ferramentas e materiais da prefeitura. Em 1959, o advogado Dr. Luiz Antonio Pinto Alves representou os quatro locatários mais antigos do mercado que solicitavam sua permanência sem que precisassem participar da nova concorrência, o que só foi resolvido com a lei nº 666 de 10 de maio de 1963.

Durante as obras houve o desabamento de algumas paredes, o que fez com que o prefeito nomeasse uma Comissão de Sindicância sobre a obra do Mercado de 1960. Em alguns jornais da época, várias críticas foram feitas à obra e as escadas do novo prédio se sucederam, mas em 1962 as mesmas foram concluídas, já no governo do então prefeito Marco Vinicius Chiochetti.

Outras reformas mais recentes foram realizadas no Mercado, inclusive na área externa, com o estacionamento e a construção de mais espaços para produtores locais. Lá você pode encontrar box especializados em frutas e verduras, flores ornamentais e comestíveis, carnes, frangos, peixes, embutidos, massas, comida oriental, carne de rã, pastel, sucos e bebidas. Aos domingos e quintas o estacionamento recebe uma feira livre.

O Mercado é considerado hoje um ponto turístico e gastronômico de grande importância para a cidade, além de ser um local de encontro de amigos, vizinhos e parentes que lotam seus corredores aos finais de tarde e principalmente nos finais de semana para tomar aquela cerveja gelada, acompanhada de um pastel, bolinho ou lanche, pretextos para colocar as notícias (ou fofocas) em dia, como faziam seus antepassados desde o século XVIII.

Lilian Vogel

Fonte: Revista Atibaia Connection