Estudo feito pelo Instituto Datafolha constata a relevância do complexo para a população da região

A Braskem divulgou, no último dia 1°, a Avaliação de Imagem do Polo Petroquímico do Grande ABC. A pesquisa, produzida pelo Instituto Datafolha, foi feita em janeiro deste ano e ouviu 853 moradores das cidades de Santo André e Mauá, para descobrir a opinião da população sobre o Polo Petroquímico e, especificamente, sobre a Braskem.

Os entrevistados reconheceram a importância do complexo para o desenvolvimento local – 62% citaram a geração de empregos como aspecto positivo do Polo Petroquímico. O fato de o Polo movimentar a economia do ABC foi lembrado por um número ainda maior de entrevistados: 67%.

Contudo, a população mostrou estar preocupada com os pontos ambientais ligados à atuação das empresas que compõem o Polo. Entre os aspectos negativos citados na pesquisa, a poluição destaca-se, sendo lembrada por 60% das pessoas ouvidas. Emissão de poluentes, falta de filtragem da poluição, poeira e fumaça muito forte foram algumas das queixas dos moradores das cidades.

Está aí, portanto, o maior desafio das empresas do Polo: provar aos moradores que existe a preocupação em não poluir o ambiente. O gerente de Relações Institucionais da Braskem, Flávio Chantre, garante que a empresa segue padrões rigorosos e os gases que saem initerruptamente dos flares (como são chamadas as chaminés do local) não causam problemas à população do entorno.

Para mudar este panorama, o gerente afirma que é necessário “melhorar a comunicação” com a população. Chantre indica que o uso das redes sociais pode ser um bom caminho para isso – em Santo André, 37% dos entrevistados afirmaram que usam as redes sociais para se informar; em Mauá, o número sobe para 49%.

Mesmo assim, no geral, o gerente avalia que a imagem do Polo é positiva: “O Polo Petroquímico do Grande ABC é um dos principais motores da economia local e o resultado desta pesquisa mostra que as empresas contribuem e podem continuar contribuindo para o desenvolvimento da região em muitos aspectos. O mais evidente deles é a geração de empregos mas há, ainda, o significativo apoio para iniciativas de melhorias sociais e ambientais”, reforça.

Atualmente, as cerca de 15 empresas presentes no Polo empregam 10 mil pessoas direta e indiretamente. O setor químico e petroquímico é um dos principais pilares do desenvolvimento da região e engloba uma extensa cadeia produtiva formada por mais de 1,3 mil empresas no ABC, que faturam aproximadamente R$ 50 bilhões por ano e geram um valor adicionado fiscal para os sete municípios locais de R$ 10 bilhões/ano.

Fonte: Negócios em Movimento – agosto de 2017