Você apresenta dificuldades em ouvir a campainha e o telefone e em entender o que as pessoas falam? Precisa que repitam o que foi dito e fica com aquele zumbido chato no ouvido? Se a resposta foi sim para algumas dessas perguntas é melhor procurar rápido um especialista. Você pode estar com algum nível de perda de audição.

E não importa se você é jovem ou idoso. Este é um problema que atinge a todos e cada vez mais recorrente no mundo. Dados complementares da Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam que mais de um bilhão de pessoas perderam a audição no planeta e que 16% da população mundial já possui algum grau de surdez. No Brasil, 5% da população já tem algum nível de perda auditiva.

A tendência é que a perda auditiva comece por volta dos 30 a 40 anos e avance quando atingirmos a faixa dos 80. No entanto, o problema pode ocorrer também na infância, quando há casos graves de otites e inflamação no ouvido, sempre na casa dos 92 a 109 decibéis, quando o considerado seguro é 85 decibéis.

Já entre os idosos, além do fator idade, colaboram para a perda auditiva também a má alimentação, o tabagismo e hábitos equivocados, como assistir TV ou ouvir música alta, não usar protetores auriculares em ambientes com muito ruído, usar cotonetes erroneamente e não procurar ajuda médica com rapidez.

De acordo com a fonoaudióloga e especialista em Neurociência, Adriana Kelesoglu, a audição é uma aptidão sensorial bastante complexa. Por isso, quando há privação desse sentido por algum motivo, em qualquer fase da vida, crianças e idosos, encontram muitas dificuldades para superá-las no dia a dia.

“As perdas auditivas induzidas por ruído são encontradas com facilidade em ambientes de trabalho como, por exemplo, obras, telemarketing, operador de som e shows, além do uso prolongado de fones de ouvido. Com a dificuldade gradativa de ouvir, encontramos também a presença de zumbidos (chiados) principalmente no silêncio e durante as tonteiras. Em sua grande maioria, essas perdas auditivas são permanentes e irreversíveis, e o tratamento indicado é o uso do aparelho auditivo. Entretanto, a melhor forma de manter a saúde auditiva em dia é prevenir”, afirma.

Cuidado geral com a saúde é bom aliado

Os cuidados com a saúde em geral também são fundamentais na prevenção da audição. Hipertensão, diabetes e problemas circulatórios prejudicam a saúde do ouvido e aceleram a degradação. Para garantir um organismo saudável, é essencial escolher bem os alimentos. Frutas, verduras e legumes devem estar presentes em todas as refeições para fornecer os nutrientes de que o corpo precisa. A combinação com carnes magras, muita água e outros hábitos saudáveis como a prática de exercícios físicos é perfeita para a saúde.

Dicas de prevenção:

  • Evite o volume excessivo de TVs, aparelhos de som e fones de ouvido.
  • Use sempre protetores auditivos em locais com barulhos excessivos.
  • Usar cotonetes de forma errada causa lesões e traumatismo no tímpano.
  • Cuidado com a participação com concertos ao vivo porque você fica muito exposto ao barulho. Se, por acaso, sentir um zumbido nos ouvidos depois de um show, isso deve ser tomado como sinal de alerta.
  • Consulte um especialista caso suspeite estar com lesão auditiva. Se estiver com algum problema de audição ou sentindo dor de ouvido, consulte um otorrinolaringologista.
  • Trate gripes, otites e outras infecções até o final. O tratamento dever ser feito sempre com acompanhamento médico e nunca com soluções caseiras.

Fonte: Revista AMBEP